Extraordinário o espírito de Bagão Félix que irá conseguir convencer os trabalhadores da Administração Pública a vender os seus postos de trabalho num sistema “amigável”.
O ministro promete, com o dinheiro que poupa com os despedimentos, pagar melhor aos que ficam a trabalhar.
E se eles acreditarem são mais burros que o pobre do animal que anda a ser torturado pela Júlia Pinheiro na "Quinta das Alarvidades".
Afixado por: Vi em novembro 5, 2004 01:16 AMÉ o que se chama o amigo da onça!
Afixado por: mfc em novembro 5, 2004 01:51 AM... ou a velha frase: "Com amigos assim, quem precisa de inimigos?"
Folgo em ver que continua a praticar a arte do Dizer Bem, a que os portugueses são tão avessos :)
Fico contente por saber que a D. Vi continua a visitar esta humilde "casa".
Obrigado pelo apoio que me dá para continuar a Dizer Bem. Desde 2 de Outubro do ano passado que o faço e, confesso, às vezes é mesmo muito difícil.
Cumprimentos.
Pois, amigo e vizinho, a blogosfera cresceu, o trabalho cá em casa não diminuiu, mas de vez em quando arranja-se tempo para visitar os velhos amigos. Olhando para o panorama em geral, cada vez mais precisamos de gente assim que diga bem, sobretudo das coisas da sua terra.
O Cocó manda cumprimentos (está cada vez mais rezingão, o passaroco).
Nesta altura do ano, canta nos nossos terrenos, em epecial, onde existem olivais, o pobre pisco que é magro,como nós, em relação ao fisco do Dr. Bagão:
O PISCO
Ouço cantar num olival,
Junto à casa onde moro;
Um pássaro tão divinal,
Esse pisco que eu adoro:
-
O seu canto ecoa no ar,
Como a suave melodia;
Como belo é o seu colar:
Em plumagem de magia!
-
Ele olha para azeitona ,
O pobre está com fome;
Mas lhe diz a sua dona:
Ela é dura, não se come!
-
Olha-me para essa casa,
Verás além o sol a raiar;
E voar a formiga de asa,
Que será o nosso manjar!
-
Lá no solo, o chão duro,
Se abriu para dele sair;
Os bichinhos dum furo,
Que nós vamos deglutir!
-
Veio o melro e um pisco,
O primeiro veio de luto;
No gosto comem petisco,
A sair desse solo bruto!
-
Boa é a mãe natureza,
Como mãe é diligente;
Ela nos dá de certeza,
Algo de comer à gente!
-
Do que dizes tens razão,
Gostei desse interpretar;
A eles se junta o tralhão,
Paparicando seu manjar!
-
Os bichinhos com gosto,
Comem todos na união;
Dizem não há o imposto,
Ao findar esta refeição?
-
Só Deus que tudo pode,
É que isto providencia;
Pois é Ele que nos acode,
Para vivermos num dia!
-
Há por aí imenso pisco,
Deus sabe que não come;
Tudo lhe come um fisco,
E vão morrendo à fome!?
-
E o pisco vira emigrante,
Vai-se juntar aos demais;
Voa para o país distante,
E já não o roubam mais!?
-
Ó belo pisco do meu país,
És a boa ave migratória;
Ao ver-te eu fiquei feliz:
Dos erros de palmatória!
-
Cores lembram Bandeira,
Estão em tom desbotado;
A mostrar muita asneira:
Tantos erros do passado!
-
José Silva